quinta-feira, 17 de julho de 2014

Para você (em algum dia da sua vida).

Você olha pra trás com um sentimento estranho no seu coração. Você nunca realmente lidou com sentimento de perda, mas agora sente como se estivesse lidando. Mas como assim? Ninguém morreu, morreu? Não, ninguém realmente morreu. E por que diabos você está se sentindo assim? 

Ah, deixa eu te contar. 
As pessoas vão embora sabia? É, aquelas, que você dizia que amava, e trocava mil e uma declarações nas redes sociais. Elas mesmas. Elas simplesmente te deixam. E deixam de verdade, não só dizem que vão deixar. Com o tempo você conta nos dedos da mão quem pode saber todos os seus segredos e inseguranças. E por mais surpresa que você fique, talvez nem todos os 5 dedos se levantem. Um dia você vai olhar pra trás e rir da sua "eu do passado". 

Tola... Ta vendo essa aí que você tá abraçando? Ela te deixa em 15 dias. Ah, e a que agora a pouco você chamou de amiga, vai deixar junto com ela pra falarem mal da sua vida no que vai quase parecer um clubinho anti-você. De volta ao ensino fundamental.
Algumas pessoas demoram pra perceber isso, e tudo bem demorar! A vida é finita, mas é longa o suficiente pra aprendermos tudo que nos for necessário! E se houver tempo e necessidade, um dia você verá que os de verdade, são poucos. 

Se você não entende isso agora, guarde todo esse texto pra ler daqui um tempo. Ele é pra você. Em algum dia da sua vida.

Júlia Fagundes

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Gente nova no pedaço!

Bom, não é dia de poesia nem de crônica. MENTIRA! É SIM!

Hoje a crônica não é minha. É da nova escritora da página, Júlia Fagundes (18), que assim como eu escreve faz tempo. Como nós trocávamos textos via Whatsapp decidi convidá-la para fazer parte da página. E chega de blá, blá, blá...

Com vocês: Júlia Fagundes em "Viro"

Eu me viro. Eu viro libertina, vira andarilha,

vira vento, viro menina, viro mulher, menina mulher.

Viro o que sempre quis ser? Viro eu, viro você,

viro alguma outra, e volto a ser eu mesma.

Não sei se viro pra lá, ou pra cá. Mas no fim, eu me viro.



                                                                                                                                        Bon appetit!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Gente apavorando


Fico apavorada com a quantidade de pessoas que se espantam com meu gosto musical. O fato é que a cultura brasileira não é valorizada, e quando a valorizam isso se torna algo inédito. Ainda mais por uma menina de 16 anos. 

Tem tanta coisa no Brasil pra se apavorar, e decidem se apavorar justamente com meu gosto musical. Engraçado, né? 

Não tenho nada contra quem não gosta da música popular brasileira. Desde que essa pessoa já tenha ouvido algo do Brasil. Me irrito com os ignorantes que falam: “Como você gosta disso ou daquilo?” ou então "Como você vive sem tal banda internacional?" Da mesma maneira que você vive sem Chico, Elis e Caetano. O pior ignorante é aquele que critica o que não conhece, tenho dito.

E não pense que sou ignorante, caro leitor. Passei parte da minha infância tentando me igualar as minhas amigas que só ouviam, praticamente, música internacional. Tentei conhecer os cantores e até arrisquei cantar algumas músicas. Mas meu destino não era aquele. Eu tinha necessidade de ser diferente.

Ser diferente em tudo. Tenho cabelo cacheado. Amo ler. Só escuto música brasileira. Fiz ballet à vida toda. E ainda por cima não gosto de lasanha. Tenho todas as “ites”: Rinite, sinusite, bronquite. Gosto dos dias de inverno, mas não abro mão dos de verão. Largo tudo por uma alpargata confortável.

Outro dia cheguei à conclusão de as pessoas não gostam do que ouvem. Elas gostam do que os outros ouvem. Acho incrível o modo como as pessoas são facilmente influenciadas. Me incluo nessa também. Se não fosse minha mãe eu não gostaria de tudo o que gosto, não teria conhecido a música brasileira. 

Não estou dizendo que o certo é gostar do que eu gosto, mas sim do que VOCÊ, realmente gosta. Personalize-se. Dê uma chance para o novo, o diferente.

Se você abrisse minha playlist há uns 6, 7 anos atrás, provavelmente, encontraria música que eu nem sabia de quem era e muito menos a letra. Hoje, meu celular é metade MPB, metade poesia. Sim, poesia. Quer ler? 

Carolina Gomes

domingo, 6 de julho de 2014

Tão rara 1: Seu olhar


Engraçado como as pessoas aparecem e as coisas acontecem na hora certa em nossas vidas. Não há quem tenha o costume de escutar Lenine, e não tenha ouvido a música "Paciência". Sim, eu já escutei, diversas vezes. Mas esses dias uma grande amiga me recomendou que a escutasse. E assim fiz, escutei mais uma vez. Só que desta vez com outros olhos, com olhos internos pra mim mesma.

Depois de atender ao pedido dela, a música começou a aparecer em tudo quanto é canto. Fantástico. Parecia, realmente, querer me dizer alguma coisa. E disse. Muito.

Tenho várias conclusões sobre a música. Conclusões de acordo com o momento que estou vivendo agora. Essa talvez não sirva pra você, mas também pode ser o ponta pé que te falta.
Assim com tive um anjo que me alertou para a música, que agora me faz olhar a vida de outro jeito, estou compartilhando com você.
Não ache que não vou colocar meu olhar aqui, mas antes quero que você tire suas próprias conclusões.

Com vocês: Lenine!



 Bon appetit!

Carolina Gomes